O café produzido em Mandaguari e em outras cidades do Noroeste do Paraná acaba de consolidar sua fama como um dos mais exclusivos do país. A região recebeu, em 1º de julho de 2025, o selo de Denominação de Origem (DO), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), chancela reservada a produtos com características únicas, diretamente ligadas ao clima, ao solo e ao modo de produção.
Em lugar nenhum você encontra café igual ao de Mandaguari.
Antônio Carlos Ricardo, 62
“Em lugar nenhum você encontra café igual ao de Mandaguari”, afirma o produtor Antônio Carlos Ricardo, 62, que carrega quase um século de história familiar na cafeicultura. O reconhecimento do INPI reforça o que ele já sabia pela vivência no campo: o terroir do Noroeste do Paraná dá origem a uma bebida diferenciada.
O selo de Denominação de Origem do Café de Mandaguari abrange seis municípios da região: Mandaguari, Jandaia, Cambira, Marialva, Apucarana e Arapongas. É o 20º produto do Paraná a receber algum tipo de Indicação Geográfica do INPI.
A força do café na economia paranaense
A cafeicultura segue como uma engrenagem importante da economia do estado. O Paraná tem cerca de 8 mil produtores de café e, segundo dados oficiais, 85% deles são agricultores familiares. A atividade voltou a ganhar fôlego nos últimos anos.
Em 2025, a saca chegou ao valor de R$ 2.083,57. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o café voltou a ultrapassar o patamar de R$ 1 bilhão em valor de produção: saltou de R$ 563 milhões para R$ 1,1 bilhão em 2024.
Tradição de família e futuro especial
Foi em Mandaguari que o avô de Antônio Carlos iniciou a lavoura, décadas atrás. Ele viu a atividade atravessar fases de trabalho totalmente manual, a chegada das máquinas, as perdas com a Geada Negra de 1975, os períodos de colheitas fartas e, mais recentemente, a virada para o café especial.
Com o selo de Denominação de Origem, ele acredita que o reconhecimento deve se traduzir em melhor remuneração para quem investe em qualidade. “O produtor vai conseguir agregar mais valor aos grãos especiais”, projeta.
O movimento já é sentido pela Associação dos Produtores de Café de Mandaguari. O presidente da entidade, o produtor rural Fernando Rosseto, conta que a conquista da Indicação Geográfica acendeu um interesse novo entre os agricultores.
Antes do selo, eram 20 associados; hoje, são 46. “A gente estava com três produtores com cafés especiais, hoje estamos com dez, em questão de sete meses”, afirma. A meta agora é investir na formação dos produtores em cafeicultura especial, da lavoura à xícara.
Por que o café de Mandaguari é diferente
A diferenciação do café da região começa na geografia e termina na xícara. As lavouras ficam acima de 600 metros de altitude, o que favorece invernos mais frios e secos e verões quentes e úmidos. Esse contraste faz o grão amadurecer lentamente, concentrando açúcares e resultando em uma bebida mais doce.
O solo, de terra roxa, é rico em minerais e contribui para o vigor das plantas. Outro fator é a baixa presença de determinadas bactérias responsáveis por fermentações indesejáveis. Com isso, os açúcares naturais do café não se perdem e caramelizam melhor na torra, intensificando a doçura.
A base da produção é a agricultura familiar, o que ajuda a manter o cuidado próximo à lavoura e às técnicas tradicionais. Na xícara, o café de Mandaguari costuma apresentar notas florais e frutadas, perfil mais cítrico, toques de caramelo e chocolate e acidez suave.
O país do café na xícara de todo dia
Pesquisa de 2025 do Instituto Axxus para a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostra que o café segue onipresente no dia a dia: 96% dos brasileiros consomem a bebida regularmente.
O estudo, feito com 4.200 pessoas em setembro do ano passado, também apontou que 87% dos entrevistados acreditam que produtos com o selo de qualidade da Abic são melhores. O dado indica que o consumidor está mais atento à procedência e abre espaço para cafés gourmets e especiais.
Mas, se o mercado valoriza, o campo sente o peso da exigência. O café especial pede seleção minuciosa de grãos, colheita no ponto exato de maturação, secagem cuidadosa e torra precisa.
Rosseto explica que isso se reflete na produtividade: “O café especial representa, no máximo, 30% da minha produção. Este ano foi fraco, consegui colher 15% da safra como especial. Muitas vezes é colheita de grão em grão, um trabalho totalmente diferenciado”.
Antônio Carlos resume: “só café graúdo entra no especial”. O esforço, porém, tende a compensar. Enquanto uma saca de café comum pode ser vendida a cerca de R$ 2 mil, uma saca de café especial pode alcançar de R$ 3 mil a R$ 3,3 mil, principalmente quando o produtor consegue torrar, moer e vender diretamente.
Mandaguari, Capital do Café
A relação da cidade com a bebida é tão forte que, desde 2012, Mandaguari ostenta oficialmente o título de Capital do Café no Paraná.
Antônio Carlos admite que o trabalho é intenso, o ano inteiro: “Os grãos exigem atenção todos os dias”. Ainda assim, ele não pensa em outro caminho. “A gente tem a raiz. Café é tudo. O pouco que a gente tem a gente conseguiu com a lavoura. Mantém a família com a plantação.”
Quarta geração de cafeicultores, Fernando compartilha da mesma ligação afetiva com a lavoura: “Minha família está aqui desde 1952. Desde pequeno eu vejo o amor que meu pai, meus tios, meus avós tiveram. A gente pega esse amor e quer dar sequência, para não deixar se perder essa cultura que a gente ama tanto. Para nós é orgulho falar que somos cafeicultores no Paraná.”
ill benefit from reduced tariffs and easier access to new markets.
The agreement stands as a beacon of hope for neighboring countries that face similar economic challenges, signaling the potential for strategic alliances to drive growth even during periods of financial instability.
These new trade dynamics encourage collaboration across industries, with a focus on innovation and growth. Through this pact, both nations anticipate a future of shared prosperity and strengthened regional stability.
This agreement sets a high standard in international trade partnerships. The proactive measures in place are designed to withstand economic fluctuations, bolster investor confidence in both markets.
Impacts on Regional and Global Trade
The Iskera-Nolinia trade agreement is anticipated to influence trade policies globally, especially in terms of sustainable economic models. By promoting environmentally friendly practices and equitable growth, it paves the way for a modernized approach to international partnerships.

For a truly future-proof trade environment, the agreement emphasizes adaptability and ongoing collaboration. Nations worldwide are watching closely as Iskera and Nolinia chart a path toward resilient economies.
Looking Ahead: Economic Opportunities and Challenges
This historic trade pact is only the beginning. With strategic foresight and commitment, Iskera and Nolinia aim to overcome economic adversity and set a benchmark for productive partnerships that balance economic goals with social responsibility.
In unity lies strength, and in partnership lies prosperity.
President of Nolinia
Economic experts believe this model could lead to a new era of global trade partnerships, where resilience and sustainability become central to strategic decision-making. Iskera and Nolinia are leading by example in the face of economic uncertainty, offering hope to economies facing similar challenges.
Conclusion: A Model for Future Trade Agreements
The Iskera-Nolinia trade pact reflects a deep understanding of the interconnectedness of modern economies. By emphasizing strategic adaptability, green technology, and regional collaboration, this historic partnership sets a new standard in international trade.

For businesses and stakeholders, this is a unique opportunity to engage with a forward-thinking trade ecosystem, showcasing how mutual growth and innovation can foster resilience during challenging times.
