Enquanto você lê isso, quatro astronautas da NASA estão fazendo algo que nenhum ser humano fazia há mais de 50 anos: voar ao redor da Lua. O sobrevoo da Artemis II começou hoje, 6 de abril de 2026, e está em curso agora.
A nave Orion completou a queima do motor principal com sucesso e a tripulação já passou para o lado mais próximo da Lua, a uma distância de entre 6.400 e 9.600 quilômetros da superfície — próximo o suficiente para a Lua parecer do tamanho de uma bola de basquete vista ao comprimento do braço. Neste exato momento, eles estão mais longe da Terra do que qualquer ser humano já esteve na história.
O que está acontecendo lá dentro da Orion? A tripulação está com os olhos grudados nas janelas. Eles estão vendo crateras, cristas e planícies do lado oculto da Lua — coisas que nenhum olho humano jamais viu diretamente, nem mesmo nos tempos do Apollo. A astronauta Christina Koch, que semanas atrás disse que esse seria o momento que todos a bordo mais esperavam, está vivendo esse momento agora.
Cerca de 20% do lado oculto está iluminado pelo Sol neste instante, criando sombras dramáticas que revelam o relevo da superfície com uma nitidez rara. Feições como a bacia de Orientale e as crateras Pierazzo e Ohm estão sendo vistas por olhos humanos pela primeira vez.
O sobrevoo dura seis horas no total. Ao longo desse tempo, a tripulação está fotografando, observando e registrando tudo o que vê — dados e imagens que vão alimentar décadas de pesquisa científica sobre a Lua, o sistema solar e a própria origem da Terra.
Quando tudo terminar, a Artemis II terá estabelecido um novo recorde absoluto de distância percorrida por seres humanos a partir da Terra. E dado o primeiro passo concreto de volta à Lua — desta vez, para ficar.
